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Já viajei por alguns países do mundo pra fotografar, principalmente. Mas meu passaporte não é tão carimbado quanto dos fotógrafos renomados, tampouco quanto dos surfistas. Viajar é uma paixão, tanto quanto fotografar e estar no mar. Nunca tido ido ao Havaí. A oportunidade surgiu em agosto desse ano, através de uma família por quem tenho muito apreço.

Iria acompanhar o Davizinho durante a também primeira vez dele no Havaí. E primeira vez da família também. Todo mundo marinheiro de primeira viagem. Conheci o Davi no projeto Praia para Todos do ano passado, em 2015. Era carnaval e ele estava fantasiado de surfista, a cadeira de roda tinha uma prancha e a parte de trás formava um tubo. Pra ele, ainda era fantasia ser surfista. Sempre acreditei na fotografia como uma arma transformadora do mundo e tento me utilizar dela pra disparar algumas mensagens por aí. A mensagem do Davi foi a mais significativa que tive até hoje.  E com o melhor feedback não só pra mim, mas pra muitas pessoas a minha volta, direta e indiretamente.

Enfim, a trajetória do Davizinho a maioria deve conhecer. Depois da nossa sessão de fotos, o moleque virou surfista mesmo e não parou de voar. E voou tanto que lá fomos nós para o Havaí. Ah, tem um outro personagem que esqueci de introduzir: meu guru máximo da fotografia, que atende pelo nome de Thiago Theo. Uma das maiores referências que tenho dentre os mortais. Mineirinho, cheio do sotaque, não pensou duas vezes quando disse que estava indo com o Davi pro Havaí: comprou passagem de ida e volta, com a proposta singela de “produzirmos um filme por lá”.

Beleza, topei, ele tá dizendo, né? Não tínhamos ideia do que encontraríamos. Só combinamos de começar o filme com uma imagem aérea, de drone, dos surfistas no mar, porque de cima todo mundo é igual. Achamos que o Duke’s Ocean Fest era somente um torneio, como os outros: baterias, vencedores, medalhas, acabou. #sqn. Não tínhamos ideia da dimensão, da real vibe “aloha”, do cheirinho de Havaí, verão no Havaí, alguém balançou o pé de japoneses e Tóquio estava em peso por lá! Um mero detalhe! O que mais nos chamou a atenção foi a comunidade que havíamos encontrado, os abraços apertados que recebíamos dos surfistas, a troca, a presteza e a vontade de nos agradar! Sabe pinto no lixo? Eu e Thiago éramos dois! Por vezes nos pegávamos boiando naquela água azul e demasiadamente salgada, rindo pro céu!

Filmamos bastante, comemos poke. Comemos muito poke! Tentamos tocar Ukulele e faltaram as entrevistas dos surfistas para nosso vídeo. Tudo ia muito bem, elaboramos três perguntas:

- Por que você surfa?

- Qual é o seu grande sonho?

- Você tem uma mensagem para passar pra quem assistir a esse vídeo?

Não conseguíamos chegar na segunda pergunta. Olhava pro Thiago e estavam os dois aos prantos. “Nada de filme sobre o festival. A gente PRECISA contar pras pessoas o que estamos vivendo aqui”. E a essa altura, você deve estar se perguntando “o que vocês estavam vivendo lá?” . A resposta está aqui, no filho que fizemos lá, chamado “Adapt your Mind”. Lembra de ideia de começar o vídeo com a imagem aérea, dizendo que todo mundo é igual? Essa ideia caiu pro filme, mas pro pôster ela funcionou bem! Bem-vindos à vida!